Segundo a Defesa Civil, as regiões mais afetadas foram o litoral norte e a Grande Florianópolis. Em Camboriú, duas primas, de 17 e 16 anos, morreram soterradas após um deslizamento de terra atingir a casa em que elas e uma terceira garota, de 9 anos, dormiam.
Em imagens divulgadas pela prefeitura, a casa das primas, no bairro Jardim Aliança, aparece cheia de lama, e é possível ver parte do teto que cedeu no quarto. Elas chegaram a receber atendimento de socorristas do Samu, mas morreram no local. A criança de 9 anos foi levada para o hospital e já recebeu alta.
De acordo com a prefeitura de Camboriú, 60% da cidade foi atingida por alagamentos e os bairros mais afetados pela água foram: Santa Regina, Jardim Europa, Monte Alegre, Cedro, Areias, Várzea do Ranchinho e Centro. Desde ontem, a Defesa Civil do município recebeu cerca de 300 chamadas e 90 pessoas precisaram sair de suas casas, sendo encaminhadas para abrigos da cidade.
A cidade pede ajuda com a doação de colchões para os desabrigados, que podem ser entregues no Ginásio Francisco Duarte de Souza, localizado ao lado da Escola Clotilde Ramos Chaves.
Serviços de saúde, incluindo as Unidades de Saúde de Camboriú, suspenderam os atendimentos nesta terça-feira, inclusive cirurgias já agendadas. Emergências estão sendo atendidas no PS do Hospital Cirúrgico de Camboriú.
Além dos serviços de saúde, secretarias municipais e prefeituras também suspenderam os atendimentos.
A Defesa Civil de Balneário Camboriú, também no litoral norte, reforçou os alertas na manhã desta terça-feira (20). A cidade tem sete pontos de alagamentos, e o principal deles é na 6ª avenida. Segundo o órgão, dois abrigos foram disponibilizados para pessoas desalojadas.
Ainda, foram suspensos os agendamentos em unidades básicas de saúde, e as emergências podem ser atendidas na UPA Nações, no PA da Barra e no Hospital Ruth Cardoso. O transporte também foi afetado.
“Devido aos transtornos e alagamentos nas principais vias da cidade causados pelas fortes chuvas que caíram nas últimas horas, a operação do transporte público na cidade ficou impossível”, diz a nota.
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